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  • jojomaravilha 11:46 am em February 26, 2010 Link Permanente | Resposta  

    Amigos Imaginários part. 1 

    Uma em cada três crianças nutre temporariamente uma relação existente apenas na fantasia – o que não é motivo para preocupação

    Vivemos tempos em que conversar com gente que nunca vemos não é nada incomum: perambulamos por chats, blogs e twitter e trocamos informações e segredos com pessoas com quem mantemos relacionamentos virtuais, às vezes bastante íntimos. Mas e quando uma criança “cria” um amigo imaginário – brinca, fala e até mora com ele, como se fosse real? Esse fenômeno, que surge principalmente entre 3 e 7 anos, não é tão raro. Quando pais e educadores percebem a existência desses companheiros invisíveis quase sempre ficam preocupados. Uma mãe escreve em um fórum on-line: “Nosso filho de 5 anos tem falado há três dias de ‘sua amiga Pia’. Ela só existe em sua imaginação, mas parece ser absolutamente real para ele. Ele se comporta como se pudesse vê-la! Nós não tivemos esse tipo de experiência com sua irmã três anos mais velha. A amizade com ‘Pia’ parece fazer bem ao nosso filho, mas nós nos preocupamos mesmo assim. Será que devemos deixá-lo com sua fantasia ou tentar convencê-lo a abandoná-la?”.

    Mas os pais podem respirar aliviados, pois todos os estudos sobre esse fenômeno chegam ao mesmo resultado: não há motivo para preocupações! Os amiguinhos imaginários têm sido estudados de forma intensiva há muito tempo, nos últimos 100 anos, mas poucos psicólogos se dedicaram a esse tema. E há um ponto em comum: todos concordam que os amigos imaginários estimulam o desenvolvimento das crianças, podem suprir eventuais lacunas afetivas e ajudam na elaboração de questões psíquicas.

    Para os mais novos, o amigo “de mentirinha” é quase sempre um companheiro de brincadeiras que pode estar “presente” também à mesa na hora das refeições, ser chamado pelo nome, mas não raramente acompanha a criança durante todo o dia. Alguns pesquisadores afirmam que praticamente todos nós temos um parceiro imaginário em um determinado estágio do desenvolvimento – porém, ele quase nunca é descoberto pelos adultos e a própria pessoa normalmente não se lembra disso mais tarde.

    Os acompanhantes invisíveis são frequentemente crianças da mesma idade de seus criadores – como, por exemplo, Sebastian Nigge, o amigo imaginário de Madita, personagem do livro de mesmo nome, de Astrid Lindgren. Podem ser também animais, magos ou super-heróis. Alguns cabem no bolso e podem ser levados para todo lugar – como o canguru invisível Pantouffle no filme de Hollywood, Chocolate, de 2000, dirigido por Lasse Hallström.
    Os pequenos também dão vida a um bicho de pelúcia ou a uma boneca de que gostam muito ao lhe atribuírem personalidade própria. Com isso, os amigos visíveis como Hobbes (ou Haroldo na versão brasileira) – o tigre de pano dos quadrinhos americanos Calvin e Haroldo – também se tornam companheiros imaginários. Os estudos nos quais esse artigo se baseia concentram-se, porém, no fenômeno dos amigos totalmente invisíveis e semelhantes aos seres humanos.

    Uma das primeiras descrições do fenômeno é um estudo publicado no século XIX, em 1895, feito pela pedagoga Clara Vostrovsky, da Universidade Stanford: o caso de uma garotinha que teve vários amigos imaginários até a idade adulta. Desde então, novos estudos mostravam que entre 20% e 30% das crianças têm, pelo menos temporariamente, um ou mais acompanhantes invisíveis.

    Não raro, pais, professores e terapeutas incomodam-se não apenas com o fato de as amizades imaginárias serem mantidas por um longo tempo, às vezes por anos, mas também com a nitidez com que as crianças parecem ver seus amiguinhos. Mas os pequenos sabem muito bem que seus parceiros não são reais e que só existem em sua imaginação. Ou seja: essas criações psíquicas podem ser claramente diferenciadas de fantasias patológicas, que ocorrem, por exemplo, nas psicoses. A criança nunca se sente indefensavelmente dominada pelo amigo que criou – pelo contrário, pode modelar, modificar e manipular sua invenção como quiser. E também determinar a duração desse “relacionamento”.

    Companheiros imaginários podem ter funções variadas. Algumas crianças e jovens iniciam essa amizade quando se sentem sozinhos. O estudo de 2004 de um grupo de trabalho coordenado pela psicóloga Marjorie Taylor, da Universidade de Oregon, também aponta nessa direção. Os pesquisadores entrevistaram 152 crianças em idade pré-escolar e descobriram que aproximadamente 70% com idades entre 5 e 6 anos que tinham amigos imaginários eram primogênitos ou filhos únicos.
    Estudos anteriores desse mesmo grupo com crianças e adolescentes mostraram que amigos imaginários apareciam principalmente quando surgiam mudanças drásticas: a mãe ficava grávida ou um irmãozinho nascia; quando um dos pais estava ausente devido a frequentes estadias no hospital ou depois que uma pessoa considerada referência afetiva morria. Também no caso de separação dos pais ou de amizades que se rompiam, por exemplo, devido a uma mudança de casa, os amigos imaginários ajudavam na superação. Pesquisadores relatam o caso de uma menina de 10 anos que sofria de grande solidão. Sua mãe estava em tratamento havia dois anos, devido a uma forte depressão, e desde então a menina ficava frequentemente

    sozinha e tinha de cuidar de si mesma. Nessa situação, ela inventou um irmão imaginário totalmente dependente dela, ao qual ela dispensava atenção materna – assim como provavelmente gostaria de ter sido tratada. Às vezes, passava dias deitada na cama, mergulhada em uma conversa interminável com seu irmão invisível. Quando a mãe recebeu alta e voltou para casa, ele desapareceu de um dia para outro.

    De tempos em tempos, portanto, crianças e adolescentes compensam a realidade com a ajuda providencial do parceiro imaginário e assim combatem sentimentos de abandono, solidão, perda ou rejeição. É possível, assim, desfrutar de um relacionamento de amor e apoio, além de companhia – independentemente das circunstâncias externas. Como consequência, essas figuras quase sempre desaparecem assim que a criança encontra amigos reais ou se adapta à nova situação.

    Essa função pode explicar por que também pessoas idosas têm eventualmente amigos imaginários – o que até agora quase não foi estudado. O psiquiatra canadense Kenneth Shulmann relatou em 1984 o caso de três pacientes com mais de 80 anos que haviam perdido pessoas queridas recentemente. Os três fizeram seus companheiros falecidos reviverem em sua imaginação, embora evitassem falar sobre o assunto com outros, o que foi avaliado por Shulman como um indício de que eles tinham consciência da natureza ficcional de suas criações.
    PRAZER E COMUNICAÇÃO

    Em seus extensos estudos sobre o desenvolvimento da inteligência infantil, o psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) também deparou com os amigos imaginários. Ele os interpretou como uma forma especial do jogo simbólico. Segundo o estudioso, em situações lúdicas uma realidade estranha seria construída: as crianças fingem e desempenham papéis. Piaget relatou sobre o companheiro imaginário de sua filha de 3 anos, Jacqueline. O personagem dominou a atenção da menina durante dois meses, ajudava-a em tudo o que estava aprendendo, estimulava-a a respeitar regras e a consolava quando estava triste. De repente, desapareceu.

    Piaget não atribuiu a criação do amigo de sua filha à solidão ou a condições de vida difíceis. Via nele muito mais uma prova de criatividade e prazer comunicativo. Essa ideia foi comprovada mais uma vez em 2008 por um estudo dos psicólogos Anna Roby e Evan Kidd, da Universidade de Manchester. Eles testaram a capacidade linguística de 44 crianças em idade pré-escolar e escolar. Aquelas que tinham um companheiro imaginário costumavam se expressar melhor e se colocar no lugar do interlocutor, o que faziam inclusive com prazer. Um estudo que realizei com 241 adolescentes em 2000 teve resultado semelhante: os jovens com amigos imaginários apresentaram mais qualidades sociais, como empatia, do que aqueles sem um acompanhante invisível.

    Estudos sobre comportamentos lúdicos comprovam que principalmente crianças maduras e psicologicamente estáveis têm amigos imaginários. Assim, o sociólogo britânico David Finkelhor, da Universidade de New Hampshire em Durham, nos Estados Unidos, foi um dos pesquisadores que demonstraram que quanto pior for o estado físico e psíquico das crianças, menos serão capazes de brincar. O abuso ou a negligência fazem com que a imaginação se atrofie e inibem a propensão ao jogo – em geral, essas crianças não criam acompanhantes imaginários.

    Os amigos inventados, porém, podem surgir quando a criança tem dificuldades em se submeter às regras dos adultos. Então o parceiro virtual simplesmente se permite fazer aquilo que é proibido a seu criador. Obviamente, os novos amigos são os culpados quando os pais descobrem a lata de bolachas saqueada ou são vítimas de alguma traquinagem. Muitas crianças até mesmo punem seus cúmplices invisíveis pelos delitos – o que naturalmente não impede os amigos de voltar a se portar mal.

     
    • bields84 9:24 pm em agosto 12, 2010 Link Permanente | Resposta

      Belo blog sobre psicologia!

      Frequentarei aqui mais vezes!

      Esse post realmente tem a ver com o que eu procuro sobre psicologia!

      se quiser que eu publique algo de sua autoria, é só falar que eu coloco no meu blog com sua identificação e endereço do blog!

      da uma olhada no http://psicologiaparatodos.16mb.com

      abraços!

  • jojomaravilha 9:03 pm em February 22, 2010 Link Permanente | Resposta  

    O Grito do Haiti: We are The World 

     
  • jojomaravilha 11:58 am em February 15, 2010 Link Permanente | Resposta  

    Creche tem mais professores homens 

    Mariana Mandelli

    Trocar fraldas, dar banho, cantar músicas, preparar a merenda e contar histórias para 18 crianças com média de 3 anos de idade. Essas são algumas das principais atividades que Rodrigo Matheus, de 33 anos, realiza todos os dias em seu trabalho. Ele é um dos 3.077 funcionários do sexo masculino da educação infantil municipal de São Paulo, número que vem crescendo e mudando o perfil dos servidores do setor.

    Em cinco anos, o total de professores, auxiliares técnicos de educação e diretores de escolas, entre outros cargos, aumentou quase 30% – são 699 homens a mais na rede, desenvolvendo atividades com bebês e crianças de até 6 anos matriculados nos centros de educação infantil (CEIs) e escolas municipais de educação infantil (EMEIs).

    Apesar do crescimento, a rede de educação municipal ainda é dominada por mulheres. O total de funcionárias soma 33.125 na rede. Para a Secretaria Municipal da Educação, o maior interesse dos homens na profissão decorre de um avanço natural da sociedade e de investimentos na carreira.

    “Acredito que os melhores salários e a formação continuada melhoraram as condições da profissão, abrindo caminho para novos profissionais, independentemente do sexo”, explica Patrícia Maria Takada, da diretoria de orientação técnica da educação infantil.

    Ela acha que o número tende a aumentar cada vez mais nos próximos anos.

    Para os educadores, além das crianças, quem ganha com a presença de homens na educação infantil são as equipes das escolas. “Ter um homem no meio de um monte de mulher traz um novo olhar nas reuniões e discussões pedagógicas”, afirma Maria Rosária Calil, diretora do Centro de Educação Infantil Pequeno Seareiro, na zona sul, onde o professor Rodrigo trabalha.

    Para Luiz Tarcisio de Souza, diretor da creche que fica no Centro Educacional Unificado (CEU) Azul da Cor do Mar, na zona leste, educadores do sexo masculino levam a figura paterna para o universo de crianças que não têm pai. “Já aconteceu de crianças me chamarem de “pai” nos corredores”, lembra Souza.

    Na escola que ele dirige, Reginaldo da Silva, de 27 anos, é o único homem entre os professores. As mães tentam encarar de forma natural o fato de tê-lo trocando fraldas e dando banho nos seus filhos. “É uma situação diferente, mas me sinto segura porque a Ana adora ele”, afirma a vendedora Silvelena Almeida, de 40 anos, mãe de Ana Luiza, de 2 anos.

    A filha da empregada doméstica Zuleide Pinheiro, de 26 anos, Natiele, tem 4 anos e também já teve aulas com Reginaldo. “Ela falava muito do Reginaldo, mais até do que das professoras”, lembra.

    DIFICULDADES

    Apesar da aceitação de alguns pais, a rotina dos professores esbarra em diversas situações de discriminação (mais informações nesta página). “Tenho que construir minha credibilidade ano após ano”, afirma Reginaldo, que trabalha com crianças pequenas desde 2004.

    “Mas a direção (da escola) confia em mim e faço tudo como deve ser feito, porque a lei não discrimina homem ou mulher para trabalhar na educação infantil.”

    Já o professor Rodrigo Matheus trocou duas vezes de escola por causa de preconceito. “Já ouvi mães dizendo: “Não quero minha filha na lista dele””, lembra. “Também já senti preconceito na própria comunidade escolar”, completa.

    Rodrigo, que não tem filhos, não sabia trocar fraldas quando começou. Em uma das quatro escolas em que trabalhou, não havia banheiro masculino. Ele teve que lutar por dois anos para conseguir um banheiro destinado aos homens e deixar de usar o das crianças.

    “A minha maior motivação para enfrentar o preconceito é saber que estou colaborando na educação dessas crianças”, afirma Rodrigo.

    Extraído do site: http://www.estadao.com.br/

     
  • jojomaravilha 11:44 am em December 14, 2009 Link Permanente | Resposta  

    É possível educação sem ideologia? 

    Há cerca de duas décadas, o mundo testemunhou a implosão do socialismo de Estado encabeçado pela União Soviética. Mais do que isso, passou a viver num planeta que abandonava a bipolaridade das superpotências para caminhar na direção do sistema político-econômico sobrevivente. Sim, sobrevivente, pois para muitos a queda do modelo soviético levava consigo para o túmulo toda a ideologia que o cercava. Comunismo, socialismo, marxismo e todas as suas ramificações pareciam se haver evaporado do cenário geopolítico global, sumiço este que reduziria a pó a existência dos conflitos ideológicos. O mundo viveria sob a égide de um modelo hegemônico e, assim, decretava-se o fim das ideologias.
    Desde então, análises ideológicas passaram a ser vistas como objeto de estudo exclusivamente de historiadores que olhavam para o passado na tentativa de caracterizar enfrentamentos de grupos com conjuntos de ideias antagônicas. O esmorecimento de um mundo marcado por ideologias acabou afetando uma instituição que sempre esteve intimamente ligada ao debate ideológico: a escola.

    Recentemente, a promulgação de uma nova Lei de Educação na Venezuela inflamou a grita daqueles que se opõem a Hugo Chávez. Os pontos divulgados – o controle do Estado na seleção e supervisão de professores, a proibição de conteúdos que vão contra a soberania do país e algumas propostas amplas de princípios de responsabilidade social, solidariedade e comunhão entre escola, comunidade e família, entre outros – foram vistos como mais um golpe autoritário e totalmente deslocado dos rumos da educação no mundo contemporâneo.

    Contudo, o discurso de que tensões ideológicas são obsoletas não deixa de ser também ideológico. Para Marcos Cassim, professor de sociologia da educação da USP de Ribeirão Preto, “ideologia é concepção de mundo e a educação faz parte dessa concepção de mundo; assim, toda a educação é ideológica”. Ele explica a razão disso argumentando que “todas as sociedades constroem o homem a partir de sua concepção de ser humano. O homem se constitui humano e se constitui historicamente”.

    Na opinião de Sílvio Gallo, professor da Faculdade de Educação da Unicamp e autor do recente livro Subjetividade, ideologia e educação (Alínea, 2009), o problema começa na definição do próprio conceito de ideologia, que é visto de forma distinta por diferentes autores. “Temos essa ideia de ideologia dominante muito claramente em (Karl) Marx e em alguns autores marxistas”, diz. Ele lembra que, para Marx, há a ideia de um falseamento da realidade por parte das classes dominantes que, ao impor seus valores, buscam fazer com que sejam vistos como únicos e legítimos, enquanto para outros autores, mesmo no campo  marxista, como (Antonio) Gramsci e (Louis) Althusser (leia texto na página 51), a ideologia representa os interesses de uma determinada classe e não, necessariamente, um falseamento.

    “Em Marx, há oposição entre ideologia e ciência. A classe dominante, para falsear, produz ideologia, a classe dominada, para se libertar, produz ciência”, desenvolve Gallo. “Nos autores posteriores vamos ter a extensão do conceito de ideologia para dizer que toda a produção de conhecimento por uma determinada classe é ideologia, independentemente de ela ser um falseamento da realidade ou uma afirmação da realidade, dependendo dos interesses do grupo”, completa.

    Dermeval Saviani, professor emérito da Faculdade de Educação da Unicamp, ressalta que essa tentativa de evitar os conflitos de ideias fica evidente ainda no início da massificação da educação europeia: “a partir do momento em que a burguesia se consolida no poder, começa a adotar uma ideologia, no sentido de mascaramento da realidade, de naturalização da realidade como se a ordem burguesa fosse a ordem definitiva”.

    Gallo lembra que existe também uma outra conceituação na qual uma determinada ideologia social é produzida com a participação consciente ou inconsciente da sociedade como um todo, mesmo que ela atenda a determinadas prerrogativas ou desejos da classe dominante, mas com a aceitação da classe dominada, pois, se não houver reação, há, em algum nível, o consentimento.

    Avaliações
    Nos últimos anos, o esvaziamento do debate ideológico no campo educacional tem sido marcado pela associação direta da educação com o mercado de trabalho. Ainda que a formação de mão de obra seja uma das finalidades sociais da educação em qualquer regime político, no período recente a perspectiva utilitarista do espaço escolar ganhou muita força.
    Entre os indicadores educacionais que podem ser apreciados, há hoje em dia muita ênfase naqueles que relacionam escolaridade com renda e empregabilidade. Assim, muitos dos investimentos em educação só são justificados quando garantem saldos significativos na produtividade e na renda.

    Na avaliação de Saviani, a educação sofre a “determinação das exigências de mercado, que envolve a busca de resultados com o mínimo dispêndio. Os investimentos em educação estão subordinados à busca de resultados e os resultados são aferidos pelos indicadores de mercado”.

    Para medir os efeitos da educação na vida das pessoas e no funcionamento da sociedade, os anos de reforma do Estado democrático foram ricos na proliferação de sistemas de avaliação de escolas, professores e estudantes. No Brasil, por exemplo, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a educação teve papel central e, dentro das políticas de universalização da Educação Básica, criaram-se mecanismos que buscavam de alguma forma mensurar a qualidade do ensino. Alvo de muitas críticas da oposição na época, tais políticas, com algumas mudanças pontuais, foram preservadas pelo governo Lula e, ainda que possam existir debates acerca das metodologias empregadas, as avaliações não são mais questionadas. De acordo com Odair Sass, psicólogo e professor do programa de educação da PUC-SP, as avaliações servem para “definir o que é funcional e o que é disfuncional para tentar consertar os problemas, mas não é colocado em questão o modelo de educação”.

     Fernando Veloso, economista e professor do Ibmec-RJ que co-organizou o livro Educação básica no Brasil: construindo o país do futuro (Campus, 2009), argumenta que “a mudança de política de avaliações não acontece apenas no Brasil, é uma tendência mundial, e eu não vejo ideologia nisso”. Ele lembra que esse movimento começou nos Estados Unidos, e agora acontece em outros lugares “a ideia de que você tem de mensurar de alguma forma a qualidade da educação”.
     Veloso recorda que existiam no Brasil anteriormente vários indicadores de quantidade, como taxa de
    frequência, de matrícula e índice de escolaridade, mas que não havia uma medida de qualidade como as que foram implantadas nas últimas duas décadas.

    O professor do Ibmec-RJ cita o exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos no período recente: “Em seu governo, Bush criou o No child left behind, um sistema de responsabilização, ou seja, você não só mede os resultados, mas responsabiliza as escolas pelo resultado. Isso não quer dizer culpar, mas saber qual é a contribuição da escola no contexto dela e estabelecer premiações e punições”. O professor conta que, atualmente, “Obama, do partido adversário e com uma visão de mundo completamente diferente, deu um nome diferente para o programa, mas que, na essência, é muito parecido. Ele aprofundou e corrigiu alguns problemas do programa de Bush.”

    Veloso aponta que a nova administração está estabelecendo padrões mínimos de qualidade, pois lá os estados têm autonomia para fazer o sistema de avaliação e de responsabilização. “Alguns fizeram um programa bom e outros, um programa fraco.” O economista complementa seu exemplo dizendo que esses sistemas não são ideológicos, pois o governo atual tem dado grande apoio às charter schools, que são escolas públicas com a gestão a cargo de organizações não governamentais ou mesmo do sistema privado, o que é visto em qualquer lugar do mundo como “atividade de mercado”, diz ele.

    “Não vejo ideologia nos Estados Unidos, mas sim a ideia de que você tem de mensurar e fazer o possível para melhorar”, avalia. “E acho que no Brasil é igual: se pegarmos o governo Lula, talvez tirando os dois primeiros anos nos quais houve um desvio da atenção ao ensino básico que era dada no governo anterior mas que depois a retomou, no fundo, mesmo que ele não reconheça, o governo atual tem dado continuidade e aprofundado políticas adotadas no governo Fernando Henrique.”

    Veloso afirma que tais medidas são políticas de Estado, “o que não quer dizer que educadores e economistas concordem, mas acho que há um certo consenso de que qualquer política educacional bem feita tem de avaliar o resultado e usar essa avaliação para aprimorar”. “É uma questão de princípio e não de ideologia”, conclui.

    José Leon Crochik, professor da Instituto de Psicologia da USP, também acredita que “estamos na era das grandes avaliações, não só no Brasil, mas em todo o mundo”. E pondera que “isso é muito ruim quando se cria um ranking que torna a escola uma questão de mercado, mas, por outro lado, há uma preocupação com o índice de qualidade e com metas a serem perseguidas”.

    Escola e Estado
    A determinação dos modelos de educação pelo Estado, ainda que seja para, na abordagem de certos espectros políticos, servir aos interesses privados, coloca nas mãos dos governos um importante instrumento ideológico. Em regimes despóticos, a ingerência do Estado é mais perceptível, mas ela não deixa de acontecer também em sistemas políticos democráticos.

    Marcos Cassim problematiza que “se a escola não está sob a tutela do Estado, a sociedade não a reconhece, pois não há um certificado”. “A escola não apenas produz o conhecimento, mas também o certifica.”

    Entretanto, ele enfatiza que se confunde educação com escola. “Escola é uma instituição do Estado e a educação é processo. A escola como aparelho do Estado é organizada de acordo com a visão desse Estado e das classes dominantes, mas no interior da escola acontecem processos diversos, às vezes não como afirmação, mas como negação”, explica.

    Para a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo Rosimar Esquisani, é possível haver contraideologia em relação ao Estado. “No Rio Grande do Sul, temos a gestão democrática do ensino público que tem dado certo em muitas instituições de ensino”, revela. A escolha de diretores, a descentralização administrativa e a participação da comunidade nas decisões da escola podem alimentar ideologias muitas vezes contrárias ao que é de interesse do Estado ou de grupos dominantes.

    Vale ainda ressaltar que muitas escolas hoje estão aparelhadas com redes de computadores e atendem a um alunado cada vez mais inserido em realidades tecnológicas que dividem espaço com conteúdos preparados pelo professor, com o material didático e com as diretrizes da escola. Ainda que a maior parte dos modelos educacionais se sustente na lógica livresca e do professor como guardião do conhecimento, os canais de consulta ao redor e dentro da escola são mais numerosos do que em outros tempos.

    Sílvio Gallo acredita igualmente que a educação também pode produzir contraideologia o tempo todo, mesmo no espaço da escola. Ele observa que “na medida em que a educação é tratada como coisa pública, existe o lado importante do investimento do Estado na formação dos cidadãos e também o controle efetivo que o Estado exerce”. Contudo, ressalta que “ao mesmo tempo que isso acontece, nós temos no âmbito das relações cotidianas da escola reações por parte dos professores, dos estudantes e do corpo diretivo. Não há uma assimilação direta e acrítica por parte desses indivíduos”.

    Para Gallo, nenhum modelo progride se não houver uma aceitação de todas as esferas envolvidas na educação, principalmente do docente. “O professor é o verdadeiro ator desse processo todo. Uma política educacional só acontece se o professor a assumir e a realizar.”

    Professores ideológicos
    No cenário da educação brasileira é muito comum emergirem críticas a professores que expõem dentro da sala de aula suas afinidades ideológicas. Não são poucos os que defendem que a escola deve manter uma postura neutra e ensinar o que deve ser ensinado sem pender para discursos políticos. Mas será que a neutralidade na educação é atingível ou, até, desejável?

     “O que vemos nessas críticas ao professor ideológico são pessoas de extrema-direita criticando professores de extrema-esquerda ou pessoas de extrema-esquerda criticando professores de extrema-direita”, crê Sílvio Gallo. Para a sua colega da Faculdade de Educação da Unicamp Ana Lúcia Goulart de Faria, “todo conhecimento é engajado, seja para as coisas melhorarem para todos, seja para melhorarem só para alguns.”

    Já José Leon Crochik alerta que “quando a educação se pretende neutra, equidistante, como se fosse possível abrir mão de si mesma e assumir um lugar imaginário sobre todo o mundo, aí se esposa talvez uma das piores ideologias”.

    No ponto de vista de Odair Sass, as críticas aos “professores ideológicos” acontecem porque “a ideologia não é vista na própria sequência pedagógica”, ou seja, nas políticas educacionais, no material didático, na infraestrutura da escola. “Ela é individualizada na figura do professor.”

    Marcos Cassim identifica a ideia de neutralidade na educação como uma herança do pensamento positivista. Para ele, mesmo que a escola não se envolva em questões políticas, principalmente de política partidária, é preciso pensar a política como a capacidade de contribuir nas decisões.

    Saviani também descarta a possibilidade de uma educação em que a questão ideológica não esteja presente. “Não existe conhecimento desinteressado. A ideologia é um elemento integrante da vida humana. O homem age sobre a natureza para transformá-la no interesse de sua própria sobrevivência. Ele conhece para dominar, conhecimento é poder.”

    Gallo acrescenta um aspecto desse processo: a formação de docentes. “A gente não tem homogeneidade na formação de professores. Vemos muitas críticas à universidade pública dizendo que formam professores ideológicos, que elas não preparam tecnicamente o professor, mas sim politicamente. Mas será que faz sentido uma formação estritamente técnica do professor? Uma boa formação técnica não está desvinculada de uma boa formação política e vice-versa”, reflete.

    A discussão, entretanto, recai sobre a capacidade de mediar debates e tensões ideológicas dos professores que se formam. Crochik nota que “a formação dos professores de uma maneira geral é muito imediata, concreta, precária, pouco afeita ao raciocínio, à imaginação, àquilo que seria próprio de um homem formado”.

    Os problemas de preparo desses professores acabam colocando na sala de aula profissionais acríticos ou doutrinários, o que, evidentemente, não é nada vantajoso para qualquer modelo de educação que se pretenda plural. “Não sou favorável a defender doutrinas na escola, mas sim que se passem as ideias dos pensadores de cada doutrina. Sou partidário da leitura do movimento da sociedade e das contradições visíveis nela”, revela Crochík.

    E como ficam os estudantes nesse processo de enfrentamento ideológico? Disse certa vez o crítico literário e cultural galês Raymond Williams sobre o processo de alfabetização na Europa depois das revoluções burguesas: “não há como ensinar uma pessoa a ler a Bíblia sem também ensiná-la a ler a imprensa radical”.

    Extraído do site REVISTA EDUCAÇÃO

     
  • jojomaravilha 9:30 am em November 18, 2009 Link Permanente | Resposta  

    Eu tenho medo de palhaços!! 

     

    Quem nunca foi ao shopping e viu alguém soltando o choro ao ver o Papai Noel? Acha difícil de entender? Imagine-se sendo levado para passear e dar de cara com um velho gordo, de roupa vermelha, barba enorme, que dá uma risadona e ainda por cima ter que sentar no colo dele!

    Ou então, como entender que é possível conversar com algo que nem humano é, como o Coelho da Páscoa? E o que dizer de alguém que se veste com roupas largas, tem um nariz vermelho e faz muito barulho? Com essas descrições acho que ficou fácil compreender porque algumas crianças têm medo dessas figuras que, na verdade, existem para nos trazer alegria.

    Esse tipo de medo é mais comum entre crianças de 1 a 4 anos. Ele é tão ruim quanto o medo que sentimos do escuro, portanto, se o seu irmãozinho chora ao ver um desses personagens, nada de ficar tirando sarro. Acompanhe esta reportagem e descubra como ajudá-lo a enfrentar esse temor.

    A explicação para o medo

     A coisa mais legal da nossa infância é que é durante este período que começamos a descobrir o mundo. E as nossas reações àquilo que é novo variam sempre de acordo com as nossas experiências – como quando você comeu cenoura a primeira vez e adorou – ou de acordo com as informações que recebemos sobre determinado assunto – como quando alguém diz para você que chuchu é ruim e, por isso, você sequer experimenta.

    É pelo simples fato de não conhecer ou entender direito figuras como o Papai Noel, o palhaço e o Coelho da Páscoa, que os pequenos acabam ficando assustados. Conforme a gente vai crescendo começamos a entender melhor as coisas, o que nos ajuda a enfrentar nossos medos. Com isso, muitos temores da infância vão ficando para trás.
    Entretanto, algumas situações podem fazer com que um determinado medo fique por mais tempo na nossa cabeça. Os filmes de terror são os campeões em fazer isso. Por exemplo: você pode até não ter medo de palhaço, mas assiste a um filme em que uma pessoa vestida de palhaço faz muitas coisas ruins. Pronto, já misturou tudo na sua cabeça e você acaba ficando assustado.

     Segundo a psicóloga Suzy Camacho os filmes da série “Boneco Assassino” são os que mais provocam medo. “Algumas crianças nem assistiram e tem medo só de ouvir falar”, afirma.

     Como enfrentar

     De acordo com a psicóloga, geralmente perdemos naturalmente o medo de Papai Noel, palhaço e Coelho da Páscoa conforme passamos a entender que esses personagens estão ali para nos divertir. Por isso, você pode ajudar seu irmãozinho explicando a ele que aquela figura não faz mal para ninguém.
    Nos casos de filmes de terror, se você é uma pessoa que fica muito assustada ao assisti-los o melhor é não ver. “Ninguém é obrigado a ver filme de terror se não gosta. Caso esteja passando na televisão é só trocar no canal. Se você estiver assistindo a um DVD procure desviar o rosto ou fechar os olhos nas cenas mais fortes”, sugere Suzy.

     Durante a noite, para evitar que o filme atrapalhe seu sono, a dica é pensar em outra coisa, algo que seja divertido, como um passeio legal ou uma coisa nova que você aprendeu na escola.

     Se você estiver com medo de algum brinquedo, nada de deixá-lo de lado, de castigo. O melhor, segundo a psicóloga, é brincar e se divertir bastante com ele, assim, aos poucos, a sua mente vai compreendendo que aquele boneco foi feito para deixar você feliz e não assustado. “Lembrar de quem ganhou o brinquedo também pode ajudar, pois você passa a associá-lo a algo bom”, explica a psicóloga.

    por Daiane Parno, Colaboradora iG São Paulo

     
  • jojomaravilha 10:02 am em November 17, 2009 Link Permanente | Resposta  

    Tipos de conversa 

    Como conversar em diferentes situações de comunicação cotidiana
     
    Conversa fiada
    Conversas informais são marcadas por interrupções (quebras de turno conversacional). Há entradas de novas locuções sem que cada falante tenha concluído a sua. Conversas assim são discursos para atender à pura necessidade de aproximação social.

    • Mesa de bar, por exemplo, é um perigo. A bebida acaba por deixar a língua mais solta. Por isso, fique atento aos comentários sobre quem não esteja participando da conversa. É melhor ser discreto e evitar riscos – aconselha o consultor Reinaldo Polito.

    Debate argumentativo
    Há conversas informais em que o confronto de ideias e argumentos faz repensar o cotidiano e as práticas humanas. Essas são cravadas pelo debate argumentativo, em que os interlocutores procuram não atropelar a vez do outro e argumentar após suas considerações.

    No ambiente de trabalho
    Organizações são entes jurídicos que se manifestam por pessoas que velam por sua cultura interna. É preciso saber qual a cultura local em ambientes monitorados para evitar constrangimento e má interpretação. Para Reinaldo Polito, se um colega sonda sua vida (se quer saber quanto você ganha, tem aplicado ou gastou nas férias), pega-se um tópico da conversa e muda-se de assunto.

    • Se a pergunta for sobre gastos da viagem, diga: “Ficamos duas horas no aeroporto sem saber se embarcaríamos. Você já teve atrasos que afetaram a viagem?” Até o interlocutor narrar seu último atraso de voo, a pergunta foi esquecida – diz.

    A hora da piada
    A boa piada pode ser desastrosa se enunciada num contexto inadequado. Por isso, é preciso cuidado redobrado com o humor cáustico ou chulo: nem todo tema permite o escracho e nem todo ouvinte vai interpretá-lo como se deseja.

    • Humor é sempre o melhor recurso para tornar uma conversa agradável. Se o nível dos interlocutores for baixo, o humor deve ser explícito, exagerado, para não deixar dúvida de que se trata de brincadeira. Se os interlocutores tiverem bom nível, a brincadeira pode ser subentendida, com uso de ironias finas – explica Reinaldo Polito.

    Extraído do site Língua Portuguesa

     
  • jojomaravilha 10:00 am em November 17, 2009 Link Permanente | Resposta  

    Os dez mandamentos da conversa 

    Tenha o que dizer
    Conversar sem matéria-prima pode ser um desastre. A boa conversa é a estruturada: é preciso ter algo a dizer. Um repertório de informações significativo pode ser obtido não só pela leitura, mas por outras fontes, como cinema, teatro, sites e revistas especializadas.

    • Para que uma conversa se mantenha, uma questão fundamental é o conhecimento de mundo do que será tratado. Quando tenho argumentos para pôr opiniões em xeque, eu me sinto mais seguro para entrar na roda das conversas, independentemente do contexto de produção delas – explica Carlos Andrade, da UnicSul.

    Saiba ouvir
    Saber ouvir é saber doar-se, diz Osório Antônio Cândido da Silva:

    • Escutar com sincera atenção é habilidade que, em razão do desuso, vem sendo perdida – lamenta o professor de oratória.

    Em geral, as pessoas gostam de falar, não de ouvir. Ficam tão centradas no que dizer que nem dão bola a quem interage com elas. Para o consultor Reinaldo Polito, a observação é a melhor forma de manter um diálogo.

    • Se houver alguém com vontade de falar, fique na sua e só interfira para valorizar o que está sendo comentado e demonstrar que presta atenção – sugere.

    Seja significativo
    Sonde os assuntos que interessam ao interlocutor e os explore. Para Reinaldo Polito, a conversa fluirá melhor se centrarmos o diálogo num ponto em comum.

    • Manter um bom diálogo é sinônimo de não falar de si mesmo. As histórias pessoais devem ser contadas apenas como autogozação – aconselha.

    Para Carlos Andrade, num “bom papo” o que é dito deve ser importante a quem dele participa, pela qualidade da informação, pelo valor de quem a fornece.

    • O diálogo só é propício quando os interlocutores propõem em suas falas questões pertinentes ao assunto de que se está tratando – afirma Andrade.

    Esteja pronto para ter iniciativa
    Se a roda de conversa ficar em silêncio, tome a iniciativa de falar, sugere Reinaldo Polito.

    • Não se apresse em contar histórias. Comece com perguntas sobre conquistas e viagens do outro, algo que tenha a função de fazer as pessoas se manifestarem.

    Se faltar assunto, inspire-se no ambiente e no momento, indica o consultor empresarial Luís Sérgio Lico.

    • Se não há nada a falar ou fazer, observe a pessoa, o ambiente e a ocasião, e faça um comentário – afirma.

    Colecione pequenas histórias
    Ter à mente histórias curtas e atraentes pode tornar uma conversa mais interessante. O consultor Reinaldo Polito aconselha que todos guardem a própria “coleção de histórias”.

    • Procure contá-las para os mais íntimos. Se notar que têm impacto, passe a usá-las em outros ambientes. Mas veja se o contexto é apropriado e a narrativa, útil à discussão.

    Não estique “temas curingas”
    Muita gente acompanha futebol, é capaz de falar sobre o clima e deve ter ouvido a notícia que foi divulgada na TV com insistência. Pela alta probabilidade de formarem o senso comum, “assuntos curingas” são pretextos para iniciar e desenvolver conversas.
    Cuidado, todavia, para não se alongar demais neles. Têm curto efeito, dão pouca margem à continuidade da conversa e podem estimular o preconceito sarrista, se a pessoa for fanática por algum time, religião ou partido.

    Adapte o vocabulário ao ouvinte
    Privilegie o vocabulário do grupo com que interage. Com colegas de trabalho, a linguagem corporativa; entre acadêmicos, algo mais conceitual; com familiares e amigos, cumplicidade. Não use uma variante de linguagem em vez de outra. E busque a variante do idioma adequada. Luís Sérgio Lico sugere atenção redobrada a certas ocorrências linguísticas: rotacismo (“probrema”), pleonasmo (“conviver junto”, “encarar de frente”), gerundismo (“vou estar passando o recado”), equívocos de pronúncia (“piula”, “enlarguecer”, “mulé”) e de concordância (“menas”).

    Não atropele a conversa
    Um diálogo se desenvolve melhor se nos detemos num tema por mais tempo, em vez de mudarmos de assunto a cada instante.

    Busque pular de uma questão a outra só quando sentir que ela se esgotou e não há nada mais a ser dito.

    Enquanto fala sobre uma questão, imagine temas oportunos para a sequência, para que o salto entre um e outro não pareça brusco demais.

    Evite lançar um comentário sem saber aonde quer chegar com ele.

    A hesitação pode interromper o raciocínio de ambos e criar silêncios que não queremos.

    Não conte vantagem
    A arrogância pode ter efeito destruidor num bate-papo. Para o consultor Luís Sérgio Lico, é preciso cuidado com respostas que ofendam ou indiquem superioridade.

    • Humildade é uma erva fina no tempero, seja da conversa amena até os mais requintados discursos – explica.

    Agir com isenção e propriedade pode não garantir a defesa de um ponto de vista, mas inspira respeito, diz o consultor, e valoriza a própria imagem.

    Discorde sem constranger
    Não basta tratar temas com propriedade, deve-se adequar o tom ao tipo de ouvinte. Comentários axiomáticos, definitivos (“essa conversinha de médico é um saco”, “o brasileiro é corrupto”, “detesto quem fala desse jeito”), podem indicar preconceito ou criar referência grosseira para o resto do diálogo: as respostas do ouvinte assumem a rispidez de quem fala com ele.

    É preciso cuidado para não fazer generalização desmedida ou impor comparações insustentáveis. Evite contradizer alguém de cara. Elogie um ponto menor da argumentação do outro antes de entrar de sola com uma discordância.

    Extraído do site Língua Portuguesa

     
  • jojomaravilha 10:00 pm em September 27, 2009 Link Permanente | Resposta  

    Atlântida Redescoberta 

    Empresa responsável por um terço dos filmes produzidos no Brasil entre os anos 40 e 70 terá seu acervo digitalizado.

    atlantida_interna

    A preservação do acervo da Atlântida, longeva companhia cinematográfica brasileira, ganhou um reforço do governo. Produtora de cinejornais, das famosas chanchadas estreladas por Oscarito e Grande Otelo e de documentários e melodramas, a empresa explorou de 1942 a 1974 vários gêneros e ajudou a popularizar o cinema no país, em um experimento pioneiro e 100% nacional. Talvez essa capacidade de divulgar a arte tenha sido seu maior legado.
    Tendo em vista o importante papel da companhia, o Ministério da Cultura resolveu comprar pouco mais de 60 filmes da Atlântida Cinematográfica, que serão entregues à Cinemateca Brasileira, para restauração e digitalização.

    Segundo o diretor-geral da Cinemateca, Carlos Magalhães, a expectativa é que até o fim deste ano algumas obras estejam prontas e possam ser consultadas por pesquisadores e exibidas em mostras de cinema. Posteriormente, serão postas à disposição do público.
    Além das produções de ficção, há cerca de 27 horas de cinejornais que registram fatos históricos, como o encontro de João Goulart e John Kennedy em 1962, a inauguração de Brasília em 1960, a conquista brasileira da Copa do Mundo de futebol em 1958 e o primeiro documentário sobre a bossa nova feito no país.
    Entre as obras de ficção estão a chanchada Nem Sansão, nem Dalila, de 1954 – uma politizada paródia das produções hollywoodianas da época – e também um dos primeiros filmes feitos pelo ator Grande Otelo, Moleque Tião (1943), o primeiro grande sucesso da produtora.

    A Companhia Atlântida produziu 66 filmes de 1941 a 1962. Depois de um hiato de 12 anos, realizou seu último trabalho: um documentário sobre a própria produtora, que respondia por cerca de um terço da produção nacional na época em que atuou.
    No livro 90 anos de Cinema, de Helena Salem (Nova Fronteira, 1988), há um depoimento do ator Grande Otelo que resume o espírito inovador da companhia, a admiração que provocava entre os artistas e o impacto que causava no auto-estima nacional. “A Atlântida era espetacular. Você pode imaginar brasileiro entrando num campo que era só de americano? A gente queria fazer como o americano fazia.”
    Além de Oscarito e Grande Otelo, eram astros e estrelas da AtlântidaEliana Macedo, José Lewgoy, Virgínia Lane, Mara Rúbia, Anselmo Duarte, Cyll Farney, Renata Fronzi, Eva Todor, Augusto César Vannucci, Zezé Macedo, Ivon Curi, Ilka Soares entre outros grandes que atuavam no teatro, nas rádios e, mais tarde,
    na televisão.

    Músicos e cantores costumavam também participar dos filmes. É o caso da fita É com esse que eu vou, de 1948, em que os números musicais têm a participação,
    por exemplo, de Luiz Gonzaga, Emilinha Borba e da dupla Alvarenga e Ranchinho.

    Extraído do site: História Viva

     
  • jojomaravilha 11:01 am em September 9, 2009 Link Permanente | Resposta  

    Criador do Fusca era judeu 

    noticias2552Ferdinand Porsche pode não ser o verdadeiro criador do Fusca. Segundo o historiador holandês Paul Schilperoord, que acaba de lançar um livro intitulado Ware Verhaal van de Kever (A Verdadeira História do Fusca), quem teve a idéia de criar um automóvel pequeno, com motor traseiro, suspensão independente e uma carroceria arredondada, completamente diferente dos carros da época, foi um engenheiro e jornalista húngaro, chamado Josef Ganz.Uma versão chegou a ser fabricada por uma pequena indústria alemã, denominada Standard Fahrzeugfabrik. De acordo com o livro, Ganz, que inclusive havia chamado seu carro inicialmente de Maikäfer (Meu Besouro), tentou inutilmente obter apoio financeiro para produzi-lo em grande série, ao mesmo tempo em que publicava vários artigos propondo uma revolução no design automotivo e criticando os pesados e inseguros carros da época. Desagradando aos grandes fabricantes e, por ser judeu, ele acabou sendo preso pela Gestapo, polícia secreta nazista, devido a uma acusação forjada de chantagem.

    Libertado, Ganz mudou-se para a Suíça, onde continuou tentando sem sucesso produzir seu carro – o projeto chegou a ser roubado pelo próprio governo suíço. A idéia do engenheiro húngaro, na mesma época, teria chegado ao ditador Adolf Hitler que, entusiasmado e desejoso de motorizar a população alemã, encarregou Ferdinand Porsche de sua concretização, obviamente ocultando a autoria do projeto inicial por um judeu. A Standard Fahrzeugfabrik, coincidentemente, foi proibida de usar o nome Volkswagen, carro do povo, na promoção de seu automóvel.

    Após a Segunda Guerra Mundial, Ganz tentou durante vários anos provar na justiça seus direitos sobre o Fusca. Ele acabou indo morar na Austrália, onde trabalhou na Holden (hoje parte da GM), falecendo pobre e sem chegar a ser reconhecido, a não ser por um restrito número de designers e engenheiros. Embora sua história não fosse desconhecida, o livro de Schiperood é o primeiro inteiramente dedicado a ela e está sendo cogitado para servir de base para um futuro filme.

    A história de Ganz pode ser encontrada, em detalhes, no site http://www.ganz-volkswagen.org , em inglês.

    Extraído do Site Auto Estrada

     
  • jojomaravilha 1:03 pm em September 4, 2009 Link Permanente | Resposta  

    Qual o perfil do seu filho na escola? 

    Ativo, prático, teórico ou reflexivo? Ajude seu filho de acordo com o perfil dele.

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    Ativo

    Perfil

    Curioso e comunicativo, é rápido para realizar atividades e não permanece muito tempo fazendo a mesma coisa.

    Como age

    Gosta de ajudar os outros e de inventar coisas novas para fazer. Prefere mudar o lugar de brincar ou estudar.

    Na escola

    Conversa e trabalha ao mesmo tempo.

    O que funciona

    Variar os lugares e as pessoas com quem ele convive.

    Dica

    Coloque-o em contato com atividades diferentes, para estimular a criatividade. Não o deixe parado por muito tempo.

    Reflexivo

    Perfil

    Cuidadoso e perfeccionista, presta atenção nos detalhes e não gosta de ser pressionado.

    Como age

    Se preocupa com o que os colegas pensam e nunca toma uma decisão sem antes pesar os dois lados.

    Na escola

    Evita dar a opinião antes dos outros.

    O que funciona

    Estimulá-lo a falar sobre os desejos e desafios do dia.

    Dica

    Por mais que seu filho demore a tomar uma decisão ou concluir um trabalho, respeite o tempo dele. Reflexivos não funcionam com prazos apertados ou cobranças excessivas.

    Prático

    Perfil

    Confiante, ele sabe como aplicar os conhecimentos. É decidido e está sempre antenado nas novidades.

    Como age

    Funciona bem sozinho e não liga para o que os outros pensam.

    Na escola

    Independente e muito determinado.

    O que funciona

    Incentive-o a agir: que tal fazerem um bolo juntos?

    Dica

    Há algum brinquedo ou eletrodoméstico quebrado em casa? Deixe seu filho desmontá-lo e ver como ele funciona por dentro. Com esse perfil, não adianta falar muito…

    Teórico

    Perfil

    Organizado, ele planeja bem todas as ações. Tem opinião e sabe o que quer. Gosta de descobrir o porquê de todas as coisas.

    Esta reportagem faz parte do Projeto Educar Para Crescer.

    Saiba mais em http://www.educarparacrescer.com.br

    Como age

    Ao brincar, conversar com os amigos ou jogar videogame, sabe exatamente o que quer e o que fará primeiro.

    Na escola

    Põe as informações em ordem para resolver um problema.

    O que funciona

    Perguntar a opinião dele e deixá-lo se arrumar sozinho.

    Dica

    Não enrole para responder as perguntas que ele fizer. Seja honesta se não souber a resposta.

    Esta reportagem faz parte do Projeto Educar Para Crescer.

    Saiba mais em http://www.educarparacrescer.com.br

     
    • marlene 1:10 pm em setembro 22, 2009 Link Permanente | Resposta

      Gostei dos comentario que vocês fizeram sobre o perfil dos filhos e agora vou ter mais atenção as minhas filhas.

    • rayanne 11:43 pm em setembro 30, 2009 Link Permanente | Resposta

      descobrir que meu filho tm o perfil ativo muito bom saber para saber como atuar junto a ele

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