Atualizações Recentes Ativar/desativar aninhamento de comentários | Atalhos do Teclado

  • jojomaravilha 12:10 am em September 4, 2011 Link Permanente | Resposta  

    Seus Segredinhos nas Nuvens, longe dos bisbilhoteiros. E de graça! 

    Have your public shared folder.

    Tenha sua pasta pública compartilhada.

    Tiene su carpeta pública compartida.

    Always have your stuff when you need it with @Dropbox. 2GB account is free! http://db.tt/tH0X4MYF

    Tenha seu espaço próprio no DropBox, upgrades grátis de espaço.

    Tiene su propio espacio en el DropBox, mejoras de espacio libre.

    FREEWARE SERVICE. SERVIÇO GRÁTIS. SERVICIO GRATUITO.

    CONTA COM 2 GIGABYTES É LIVRE. DIREITO A VARIOS UPGRADES GRATIS ATÉ 8 GIGABYTES.

    Libre con 2 gigabytes. DERECHO A LA LIBERTAD DE MEJORAS VARIOS 8 gigabytes.

     
    • mira 6:16 pm em setembro 26, 2012 Link Permanente | Resposta

      vc conseguiu o script locutor online para usar no wordpress?

    • publish 6:48 pm em janeiro 3, 2013 Link Permanente | Resposta

      It’s hard to come by knowledgeable people on this topic, however, you sound like you know what you’re
      talking about! Thanks

  • jojomaravilha 12:25 am em May 21, 2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: Bancada evangélica, Fernando Haddad, Justiça, Kit anti-homofobia, ministro da Educação   

    Religião não tem nada a ver com isso. É um direito! 

    Após ser pressionado pela Frente Parlamentar Evangélica e admitir que poderia revisar o ‘kit anti-homofobia’, que será distribuído nas escolas públicas, o ministro da Educação, Fernando Haddad, voltou atrás e disse ontem que vai manter o conteúdo dos três vídeos sobre transexualidade, bissexualidade e lesbianismo, que vazaram na Internet. No entanto, estão sendo avaliadas alterações técnicas sobre as quais ele prefere não falar até serem executadas.
    Membro da Frente Parlamentar, o deputado federal Arolde de Oliveira (DEM-RJ) disse que os parlamentares contrários ao material vão recorrer à Justiça e até cobrar posição da presidenta Dilma Rousseff para impedir sua distribuição, prevista para o próximo semestre em seis mil escolas do País. Segundo a bancada evangélica, os vídeos estimulam o homossexualismo em vez de combater a homofobia.
    “A Frente não vai parar de agir contra esse atentado à moral, aos bons costumes e à família brasileira. Se for preciso, vamos ao Supremo Tribunal Federal. A presidenta precisa tomar alguma medida. Vamos cobrar as promessas que ela fez na campanha às lideranças evangélicas”, afirmou Arolde.

    Produzidos pela Pathfinder, ONG ligada ao movimento LGBT, os vídeos foram divulgados terça-feira no blog do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) e ontem estavam no site da Agência Brasil, órgão de comunicação do governo federal. O vídeo ‘Encontrando Bianca’ mostra as dificuldades de um jovem transexual, ‘Torpedo’ fala do amor entre duas meninas e ‘Probabilidade’ conta a história de um garoto que se descobre bissexual. As tramas se desenrolam no ambiente escolar.
    Durante o programa de rádio ‘Bom Dia, Ministro’, na manhã de ontem, Fernando Haddad voltou a defender o ‘kit anti-homofobia’. Ele também afirmou que os parlamentares da bancada evangélica estão livres para manifestar sua opinião, mas as sugestões deles poderão ou não ser acatadas pelo ministério.

    “O material visa a combater a violência, que é muito grande, contra homossexuais nas escolas públicas do País. Os estabelecimentos públicos têm que estar preparados para receber essas pessoas”, defendeu o ministro.
    Conforme Haddad, o kit não será distribuído aos alunos, e sim aos diretores das escolas. O material de apoio, dirigido a jovens com mais de 15 anos, também não é imposição; caberá ao diretor decidir se quer usá-lo, seguindo acordo com professores e alunos.
    Vamos analisar os vídeos? Na minha opinião são inocentes, coerentes e deixa que o jovem decida sua própria vida, sem se importar com a opinião dos outros.
    Vídeo Um:

    Vídeo Dois:

    Vídeo três:

     
  • jojomaravilha 1:11 pm em March 11, 2011 Link Permanente | Resposta  

    Excluídos pela inclusão 

    Colocar crianças com necessidades especiais em salas separadas divide educadores: parte deles acredita que é segregação, outros defendem que é uma alternativa eficiente para o aprendizado

    por Ana Elizabeth Cavalcanti
    © Lisa F. Young/ istockphoto

    A educação escolar de crianças com necessidades educacionais especiais não é uma experiência nova. Em meados da década de 70, as chamadas escolas alternativas já faziam as primeiras tentativas de acolher esses alunos no espaço escolar. Desde então, as escolas vêm acumulando as mais diversas experiências, e hoje se consolida cada vez mais a tendência de pensar numa educação de qualidade para todos. Mas o que seria isso? No início da década de 90, surgiu nos Estados Unidos um movimento que propunha a inclusão de todas as crianças com necessidades especiais em escolas regulares. Após a Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais, realizada em Salamanca, Espanha, em 1994, o “discurso da inclusão” tomou feições internacionais e, no Brasil, foi incorporado pelo Ministério da Educação e pela Secretaria de Educação Especial
    Se por um lado o princípio é indiscutível – todas as crianças, independentemente de suas condições, têm direito e devem ter acesso à escolarização de qualidade – por outro, ele cria dificuldades, quando se propõe a definir o que seria esse processo ou como deveria se dar. Em que pesem as diferenças existentes entre eles, os defensores da inclusão preconizam que todas as crianças devem estar em escolas e em classes regulares. Mas o que os autoriza, por exemplo, a afirmar que os surdos se escolarizam melhor em escolas e classes de ouvintes se eles próprios pensam exatamente o contrário? O que os leva a pensar que as chamadas crianças autistas e psicóticas devem estar obrigatoriamente em classes regulares, quando existem experiências tão diversas de sua escolarização e pouco se conhece ainda de seus particularíssimos modos de aprendizagem?

    Em uma conversa sobre inclusão com um grupo de professoras da Rede Estadual de Ensino de Pernambuco, uma delas falou sobre suas experiências pedagógicas com crianças com necessidades especiais. Para algumas delas, disse a professora, as classes especiais ou integradas eram condição para estarem na escola, um meio de se tornarem visíveis. Para outras, essas classes foram dispositivos que promoveram a segregação e acentuaram a condição de inexistência. O mesmo se poderia dizer das salas regulares. “O que a minha experiência mostra e eu defendo”, disse a professora, “é que não há um modelo a ser seguido.” E concluiu: “Por isso, sou contra a inclusão”. Finalmente, movida por certo desconforto decorrente de seu posicionamento, acrescentou que, óbvio, não defendia a exclusão.

    A fala dessa professora explicita o que incomoda no discurso da inclusão: ele tornou-se um discurso hegemônico e ideológico. Ou seja, o que é uma entre várias possibilidades de pensar a educação para todos tornou-se A forma, aquela que anuncia uma verdade única e indiscutível. O fato de a professora sentir-se obrigada a justificar que não era defensora da exclusão evidencia o efeito do modo maniqueísta de pensar presente nesse discurso: quem não está comigo, que represento o bem, está contra mim e com o mal. Ou seja, não aderir ao discurso da inclusão implica defender a exclusão. E aqueles que não aderem passam a fazer parte de uma extensa lista de excluídos – composta de professores, diretores de escolas, pais e dos próprios alunos com necessidades especiais, como os surdos, por exemplo –, tachados de resistentes, preconceituosos e segregacionistas.

    Isso leva a supor que talvez, para pensar sobre uma educação de qualidade para todas as crianças, o paradigma binário inclusão/exclusão não ajude. Assim, a ideia de uma escola inclusiva deveria ser substituída pela de escolas diversas e plurais, efeito de experiências bem-sucedidas, sempre particulares, que já foram construídas ou estão por construir. Elas poderiam ser uma espécie de antídoto contra a atração fatal de homogeneizar o que é diverso por condição.

    Extraído do site: http://www2.uol.com.br/vivermente

     
  • jojomaravilha 11:15 am em February 11, 2011 Link Permanente | Resposta  

    Programa de erradicação de ratos é iniciado em Galápagos 

    por John Platt

    O Parque Nacional de Galápagos lançou um projeto para proteger as espécies ameaçadas do famoso arquipélago por meio da eliminação de ratos introduzidos. Assim como foi feito em outros lugares, como na Ilha Christmas, na Austrália, os ratos de Galapagos serão combatidos com alimentos com veneno jogados de helicóptero, em nove das pequenas e médias ilhas do arquipélago.

    O projeto teve início em 2008 com um piloto na Ilha Seymour. Na ocasião, o veneno foi manualmente dispersado. Em 2010, a ilha foi avaliada e definida como “livre de ratos”.

    Segundo uma reportagem da agência Canadian Press, “Os alimentos envenenadas são pequenos cubos azul-claro que atraem os ratos, mas são repulsivos aos leões-marinhos e aves que habitam as ilhas”.

    Dessa vez, os pilotos usarão dados de GPS para dispersar os alimentos sobre toda a superfície das ilhas. As “iscas” serão colocadas duas vezes, com intervalo de sete dias, e o objetivo é matar todos os ratos das ilhas nesse período. O custo dessa fase do projeto é estimado em pouco menos de US$ 1 milhão.

    Uma vez que os ratos estejam eliminados, algumas outras espécies introduzidas – como plantas e invertebrados ─ que têm um menor impacto sobre os ecossistemas de Galápagos também serão combatidas, embora os métodos de combate não tenham sido esclarecidos.

    De acordo com a Galapagos Conservancy, os cientistas realizaram uma análise de risco para ter certeza de que as iscas envenenadas não afetarão as espécies nativas. Não é provável que a maioria delas, incluindo os famosos tentilhões de Charles Darwin, comam as iscas, mas uma espécie em especial corre risco de contaminação, o Gavião de Galápagos (Buteo galapagoensis), pois poderia capturar e se alimentar de roedores que consumiram as iscas. Para protegê-los, 20 desses gaviões foram capturados e serão mantidos em cativeiro por dois meses até que nem o veneno e nem os ratos representem mais risco às aves.

    Três espécies de roedores introduzidos, que chegaram às ilhas em barcos, podem ser encontradas em todo o arquipélago, incluindo o rato comum (Rattus rattus), o rato marrom (R. norvegicus) e, em menor grau, o camundongo. Eles representam ameaças a tartarugas, iguanas e 50 diferentes espécies de aves marinhas e terrestres por comerem ovos desses animais e por serem portadores de parasitos e doenças.

    O gerente do projeto, Víctor Carrión, disse que levará 20 anos para livrar totalmente o arquipélago de ratos invasores.

    Extraído do site: Scientific American

     
  • jojomaravilha 10:12 am em January 10, 2011 Link Permanente | Resposta  

    Exemplo: professor terá bônus e auxílios cultura e transporte 

    Alunos e professores da rede estadual vão começar a receber no início do ano letivo, em 7 de fevereiro, um pacote de benefícios para tentar passar uma borracha nas notas vermelhas que o Rio de Janeiro colecionou nos últimos 20 anos. O Plano de Metas, anunciado ontem pelo secretário Wilson Risolia, prevê bônus de até três salários a mais no fim do ano – R$ 1.913,52 a R$ 4.737,81 – para quem atingir 100% dos objetivos. Além disso, os 51 mil professores em sala de aula vão ganhar a partir do mês que vem um cartão pré-pago de R$ 500 para comprar livros, ir a cinemas e a teatros.

    “É importante ter acesso a cultura para poder discutir em sala de aula”, diz o professor de Matemática José Tibúrcio, 51 anos. Como ele, todos os funcionários lotados nas unidades escolares receberão no contracheque um auxílio-transporte para custos com deslocamento. No total, serão investidos, por ano, R$ 240 milhões.

    Em troca, as 1.462 escolas terão que fazer o dever de casa e atingir as metas agressivas de desempenho estabelecidas pela Secretaria Estadual de Educação, que pretende colocar, até 2014, o Rio entre os cinco estados no topo do Ideb, indicador que avalia a cada dois anos o Ensino Básico em todo o País. Atualmente as escolas fluminenses só ganham das do Piauí.

    Risolia acabou com a indicação política para escolha de funcionários em cargos de direção. “Nem eu terei mais a caneta para nomear meu subsecretário. A partir de agora, será tudo por mérito”, afirmou o secretário, que será o único nomeado pelo governador.

    Para assumir funções pedagógicas, os professores terão que passar por 4 etapas: análise do currículo, prova, entrevista e curso para certificar que o profissional está qualificado para o cargo.

    Com o leque de incentivos, Risolia espera levar de volta às salas de aula parte dos 8 mil professores que estão de licença médica e 2 mil funcionários emprestados a outros órgãos. “Não vamos mais ceder professores, a não ser que arquem com o ônus de pagar os salários. Hoje o salários dos 2 mil professores cedidos é da Educação”, diz o secretário.

    Para fazer caixa para os novos investimentos na rede, o secretário Wilson Risolia anunciou o corte de R$ 111 milhões nos gastos da secretaria. No ano passado, a Educação consumiu R$ 847 milhões do Orçamento. Este ano, a meta é utilizar R$ 736 milhões. Risolia pretende chegar a este valor revendo todos os contratos de fornecedores com o estado, de modo que sejam feitos em condições mais vantajosas.

    Outra medida prevista no Plano de Metas será a abertura de concurso para técnicos administrativos com o objetivo de liberar para sala de aula os 4 mil professores que hoje ocupam funções burocráticas.

    “Claro que não é fácil. A nossa situação não é confortável, por isso temos metas agressivas para a educação”, destacou Risolia, que não teme possíveis reações contrárias ao programa. “Não vai haver resistência. Quem vai ganhar são os jovens. Quem pode ser contra algo tão positivo?”, questiona.

    Sai terça-feira edital para contratar 1.362 profissionais
    A secretaria publicará edital do concurso para seleção de 1.362 professores de Matemática e Física, na terça-feira. Objetivo é reduzir o déficit de 4 mil professores da rede. “Há alunos no Ensino Médio que não tiveram Matemática o ano todo. Mas a situação vai melhorar quando houver aumento salarial”, diz o professor José Tibúrcio, do Liceu Nilo Peçanha, em Niterói.

    Todos os docentes vão fazer cursos de qualificação em universidades e na escola corporativa que será criada pela Secretaria Estadual de Educação. A Escola, localizada na Tijuca, deve ficar pronta em julho. A meta é capacitar 10 mil mestres a cada seis meses.

    O secretário já abriu edital para contratar empresa que fará perícia nas 8 mil licenças médicas para ver quem realmente tem condições de voltar às salas de aula. Já os funcionários cedidos terão 30 dias para se apresentar. Se continuarem nos cargos, o salário será pago pelas secretarias onde estão lotados.

    Repetentes custam R$ 1,1 bilhão ao ano
    Um dos maiores desafios do novo plano de educação será reduzir a repetência. Segundo o secretário Risolia, o estado gasta por ano R$ 1,1 bilhão com alunos que já deveriam ter concluído os estudos. Numa rede que tem 1,25 milhão de matrículas, 450 mil estudantes estão mais de 2 anos atrasados na série. “É um problema grave, porque o estado investiu. Eles não se formaram e tomam o lugar de novos alunos”, diz o secretário.

    Para evitar que o aluno perca o ano, os estudantes como os do tradicional Colégio Estadual Souza Aguiar, no Centro, farão simulados a cada dois meses (o primeiro será em abril), receberão reforço escolar no contraturno – aulas extras à tarde para quem estuda pela manhã e vice-versa.

    As aulas de reforço serão aplicadas para todas as disciplinas, dependendo da deficiência do aluno. Estudantes do 2º ano do Ensino Médio receberão orientação vocacional voltados para o mercado de trabalho. Mesmo com o volume maior de tarefas professores aprovaram o plano. “Não me importo de aplicar mais provas se tiver reconhecimento pelo meu trabalho”, afirma a professora de Língua Portuguesa, Maria da Consolação Lavorato, 49 anos.

    As escolas adotarão currículos mínimos para disciplinas de Matemática, Português, História, Geografia, Filosofia e Sociologia. A intenção é padronizar o ensino. “A mesma aula de Matemática que é dada em uma escola no Leblon tem que ser dada ao aluno do Complexo do Alemão”, afirma o secretário Risolia. Todas as escolas serão avaliadas por um índice próprio, o Iderj (Índice da Educação Básica do Rio), que será aplicado nos anos em que não houver prova do Ministério da Educação.

    Extraído: Terra

     
  • jojomaravilha 5:50 am em December 2, 2010 Link Permanente | Resposta  

    O que foi a Revolta da Chibata? 

    Paula Takada (paula.takada@abril.com.br)


    No início do século 20, a maior parte dos trabalhadores da Marinha brasileira era composta por mulatos e negros, escravos libertos ou filhos de ex-escravos. As condições de trabalho eram precárias: os marinheiros tinham remuneração baixa, recebiam péssima alimentação durante as longas viagens nos navios e, o mais grave, estavam submetidos a punições corporais, caso desobedecessem alguma regra.

    Mais de duas décadas após a abolição da escravidão, a prática de castigos físicos ainda era comum na Marinha brasileira. Punições típicas do período colonial haviam sido revogadas com a Proclamação da República, em 1889, e reintroduzidas pelo Decreto 328, de abril de 1890. O rebaixamento de salário, o cativeiro em prisão solitária por um período de três a seis dias, a pão e água, para faltas leves ou reincidentes, e as 25 chibatadas para faltas graves eram penas regulamentadas em plena República.

    Esse contexto revoltava centenas de marujos que durante os anos de 1908 e 1909 passaram a se organizar, buscando, sem sucesso, negociar melhorias trabalhistas com o governo. No dia 21 de novembro, o marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes, acusado de embarcar com uma garrafa de cachaça, foi violentamente punido não com 25, mas com 250 chibatadas, na presença de todos os tripulantes.

    O castigo exagerado do marujo levou ao início da revolta, no dia 22 de novembro, com a participação de cerca de 2.300 marinheiros que, liderados por João Cândido Felisberto, tomaram o controle dos encouraçados Minas Gerais, São Paulo e do cruzador-ligeiro Bahia (recém-construídos na Inglaterra) e do antigo encouraçado Deodoro. Uma carta reivindicando melhores condições de trabalho e modificações na legislação penal e disciplinar com destaque para a extinção das chibatadas foi enviada ao governo. Com os canhões das embarcações apontados para a cidade do Rio de Janeiro, os marinheiros ameaçavam bombardear a capital do país, caso suas exigências não fossem atendidas.

    O governo cedeu às pressões dos marujos e em 27 de novembro de 1910 a chibata foi abolida da Marinha de Guerra brasileira. Oficialmente, a anistia estava garantida aos revoltosos liderados por João Cândido – que a partir desse momento, passou a ser tratado pela imprensa como o "Almirante Negro". No dia seguinte, porém, o presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca assinou o decreto 8.400 que permitia a exclusão da Marinha de qualquer marujo cuja presença fosse julgada inconveniente por seus superiores.

    Repressão violenta na Ilha das Cobras

    Segundo o historiador Marco Morel, cerca de 1.200 homens foram expulsos da Marinha, centenas foram presos e outros 30 foram assassinados. As prisões do Batalhão Naval localizado na Ilha das Cobras, na baía de Guanabara, estavam lotadas e, em 9 de dezembro, uma nova rebelião foi iniciada. O governo rapidamente reprimiu a insurreição e usou a situação para suspender a anistia oficialmente anunciada semanas antes.

    João Cândido então foi preso, acusado de liderar a recente rebelião. Na noite de 24 de dezembro, véspera de Natal, 31 marinheiros foram trancados em duas pequenas celas repletas de cal, que teria sido utilizada para higienizar o ambiente. No dia 26, quando os funcionários do cárcere voltaram ao trabalho, apenas dois marujos sobreviviam: João Cândido e João Avelino Lira.

    Bastante traumatizado e tendo alucinações, João Cândido foi levado ao Hospital Nacional dos Alienados, no bairro da Urca, onde permaneceu internado por três meses. Depois de recuperado, foi levado de volta à prisão na Ilha das Cobras, cumprindo pena até 30 de dezembro de 1912.

    Impedido de retornar à Marinha, João Cândido trabalhou em embarcações particulares, sendo constantemente demitido por pressão da Marinha sobre seus patrões. Passou a ganhar a vida como pescador e comerciante de peixes na Praça XV. Morreu em 1969, aos 89 anos, vitima de um câncer de pulmão.

    Em 1977, Aldir Blanc e João Bosco homenagearam o líder da Revolta da Chibata compondo o samba "Mestre-sala dos Mares", interpretado por Elis Regina.

    Em 2008, o presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou a lei federal de número 11.756 concedendo a anistia póstuma a João Cândido e a outros marinheiros que participaram da revolta. No entanto, a indenização aos descendentes dos marujos foi vetada pelo presidente da República.

    "Mestre-sala dos Mares", de Aldir Blanc e João Bosco

    Há muito tempo nas águas da Guanabara
    O dragão do mar reapareceu
    Na figura de um bravo feiticeiro
    A quem a história não esqueceu
    Conhecido como o navegante negro
    Tinha a dignidade de um mestre-sala
    E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
    Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
    Jovens polacas e por batalhões de mulatas

    Rubras cascatas
    Jorravam das costas dos santos
    entre cantos e chibatas
    Inundando o coração
    do pessoal do porão
    Que, a exemplo do feiticeiro,
    gritava então

    Glória aos piratas
    Às mulatas,
    às sereias
    Glória à farofa
    à cachaça,
    às baleias

    Glória
    a todas as lutas inglórias
    Que através da nossa história
    não esquecemos jamais

    Salve o navegante negro
    Que tem por monumento
    as pedras pisadas do cais
    Mas salve

    Salve o navegante negro
    Que tem por monumento
    as pedras pisadas do cais

    Mas faz muito tempo

     
  • jojomaravilha 1:02 pm em July 28, 2010 Link Permanente | Resposta  

    Não ter amigos é tão perigoso como fumar 


    Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado hoje no site da revista PLoS Medicine.

    Os especialistas asseguram que o isolamento é ruim para a saúde, no entanto, esta é uma tendência cada vez maior em um mundo industrializado no qual “a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente”.

    Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daquelas que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes. Por isso, preocupados com o aumento de pessoas que se relacionam menos com as outras, os cientistas analisaram como um isolamento excessivo pode afetar a saúde.

    Para isso, os pesquisadores recorreram a 148 estudos prévios com dados sobre a mortalidade de indivíduos em função de suas relações sociais. Após analisar os dados de 308.849 indivíduos acompanhados durante uma média de 7,5 anos, os cientistas descobriram que as pessoas com mais relações sociais têm 50% mais chances de sobrevivência do que quem se relaciona menos com outras pessoas.

    Segundo os especialistas da Universidade Brigham Young, do estado de Utah, e do Departamento de Epidemiologia da Universidade da Carolina do Norte que participaram do estudo, a importância de ter uma boa rede de amigos e boas relações familiares “é comparável a deixar de fumar e supera muitos fatores de risco como a obesidade e a inatividade física”.

    Esses resultados também revelam que, analisando a idade, o sexo ou a condição de saúde do indivíduo, a integração social pode ser outro fator levado em conta na hora de avaliar o risco de morte do indivíduo.

    “A medicina contemporânea poderia se beneficiar do reconhecimento de que as relações sociais influem nos resultados de saúde dos adultos”, apontam os responsáveis pelo estudo, para quem médicos e educadores poderiam advertir sobre a importância da relações sociais da mesma forma que defendem o antitabagismo, uma dieta saudável e a realização de exercícios.

    Extraído do site http://www.ultimosegundo.com.br

     
  • jojomaravilha 12:19 pm em April 14, 2010 Link Permanente | Resposta  

    Kit Relaxamento 

    Às vezes o estresse aparece e deixa tudo mais difícil. A boa notícia é que dá para combatê-lo com a ajuda de aliados simples, que cabem dentro da bolsa. Monte já esse arsenal do bem e mande a tensão para bem longe.

    Aceita um chá?

    Você certamente já ouviu a frase “nada como um chá quentinho para acalmar os ânimos”. Os orientais são grandes apreciadores da bebida e aproveitam suas propriedades funcionais para uma série de fins, até para o relaxamento. Para isso, os tipos mais utilizados são o de camomila (Matricaria chamomilla) e erva-cidreira (Melissa officinalis). “Essas ervas possuem substâncias que atuam no controle da ansiedade e nos conferem a sensação de bem-estar”, atesta a nutróloga Samantha Enande, de São Paulo. Fácil de levar na bolsa ou guardar na gaveta do escritório, os chás em formato de sachê podem ser muito úteis para quem precisa recobrar o equilíbrio. Vale, também, para aquele frio na barriga que teima em aparecer antes de uma ocasião importante.

    Dê bola para o estresse

    Utilizada principalmente nos exercícios de reabilitação, a fisiobol – aquele tipo de bolinha colorida própria para fisioterapia – também pode ser aproveitada como ferramenta antiestresse. Basta apertá-la na palma da mão por alguns minutos para sentir alívio na tensão de músculos e tendões. Assim como o óleo essencial, é uma ótima opção para os momentos de ócio (e muita irritação) no trânsito. Versáteis, as tais bolinhas vão muito além do uso manual. “Existem algumas mais firmes, que são excelentes para massagear outros locais onde se concentram centros de tensão, como pescoço e costas. Dá também para utilizar na planta dos pés, estimulando os pontos reflexos do corpo”, ensina a fisioterapeuta e rolfista Sophia Lanz, de São Paulo.

    A leitura propicia uma trégua entre nós e os problemas que nos chateiam

    Barulhinho bom…

    Tem gente que não gosta de praia. Tem gente que não gosta de comida sem tempero. Mas você já ouviu alguém dizendo que não gosta de música? Difícil, né? E não se trata apenas do som. Algumas canções vão mais além: parecem expressar tudo aquilo que estamos sentindo, seja por meio de doçura, protesto, felicidade, sarcasmo, humor… “Assim como as fotografias, a música nos traz lembranças agradáveis e estimulam hormônios ligados ao prazer e à alegria”, comenta a terapeuta Elza Rodrigues. Então, não precisa nem pensar duas vezes: colocar aquela música que você adora é um ótimo passo para embalar a leveza da alma. Melhor ainda se puder cantar e dançar junto. Mas se estiver em um local com outras pessoas, use fones de ouvido.

    O estilo que soa como um bálsamo para os seus ouvidos pode ser intolerável para seu colega ao lado. Aí, o efeito é o contrário. Em vez de acalmar, você acaba causando irritação.

    A música estimula hormônios ligados ao prazer

    Gotinhas de tranquilidade

    Nada de remédios. Quem acha que apenas massagem, chazinho ou distração não ajudam a combater o fantasma do estresse pode optar por uma solução eficaz e natural. É o caso dos Florais de Bach, um grupo de 38 essências com indicações para os mais diversos estados emocionais. “Os florais são medicamentos vibracionais, ou seja, eles atuam energeticamente reequilibrando as emoções negativas que contribuem na geração da tensão e do estresse”, esclarece a naturopata Angela Freitas, de São Paulo.

    Em farmácias especializadas, onde essas essências podem ser adquiridas, existem tabelinhas com as indicações de cada tipo: quem exige muito de si, quem é intolerante, quem está magoado… No entanto, Angela explica que o melhor é procurar um especialista para analisar o quadro com mais detalhes e prescrever o floral mais adequado.

    Em situações de emergência, como um compromisso importante que a deixa nervosa, pode-se optar pelo floral Rescue Remedy. “No entanto, ele não deve ser usado continuamente, pois não trata a causa a fundo, como no tratamento floral mais específico. É só para emergências mesmo”, alerta

    Extraído do site Revista Vida Natural

    Por Patrícia Affonso

    Mais que mil palavras

    Muitas vezes, quando algo nos tira do eixo, tudo o que desejamos é ver um rosto amigo. Isso nos faz sentir que, apesar das dificuldades, não estamos sozinhos no mundo e, assim, o peso dos problemas pode ser dividido com alguém, tornando a vida mais leve.

    Acontece que nem sempre estamos ao lado da pessoa a quem atribuímos o título de porto seguro. Cada um tem suas obrigações, horários, sem falar daqueles que moram longe. Por isso, é tão comum que as pessoas guardem na carteira fotos daqueles a quem querem bem. Pode ser um parente, amigo, namorado… E não é que a sensação de conforto vem rapidinho ao visualizamos aquele rosto tão querido?

    Observar imagens de pessoas queridas traz a sensação de conforto e bem-estar

    A explicação é que ao observar imagens agradáveis, como fotos de pessoas que amamos, o sistema límbico é estimulado. “Essa é a área do cérebro na qual guardamos as memórias afetivas e onde estão os centros de prazer e bem-estar. Por isso, nos deixa mais serenos”, explica a terapeuta comportamental Elza Rodrigues, do espaço holístico ReSinto Terapêutico de São Paulo. E como fotos são recordações e recordar é viver…

    A serenidade está no ar

    O olfato é um sentido capaz de despertar muitas sensações no ser humano, entre elas, a calma e o relaxamento. Nesse contexto, uma boa alternativa são os óleos essenciais. Algumas gotinhas são suficientes para criar uma esfera que inspira tranquilidade, mesmo em situações onde não temos para onde correr, como em um engarrafamento.

    Para relaxar durante o trânsito, a aromaterapeuta Sâmia Maluf indica a combinação dos óleos essenciais de hortelã-pimenta e laranja. “Misture 20 gotas de cada um deles e coloque em um pequeno frasco. Abra-o quando entrar no carro e deixe-o assim por alguns minutos, até o aroma se espalhar”, ensina. Eles agem limpando a mente, estimulando a concentração e têm ainda efeito revigorante. Mas, se no seu caso o estresse é tão grande que está fazendo você perder preciosas noites de sono, aposte no óleo essencial de lavanda. É possível utilizá-lo no aromatizador plug-in ou misturar de 3 a 6 gotas em 10 mililitros de creme hidratante e passar no corpo antes de deitar.

    Ah, chocolate!

    Engana-se quem acredita que comer chocolate durante as crises nervosas é apenas uma mania feminina sem fundamento. O alimento contém um aminoácido chamado triptofano, cuja função é estimular a produção de serotonina. Essa substância está associada às sensações de contentamento e prazer, que ajudam a reduzir a tensão. “Além disso, o chocolate possui outros compostos que melhoram o humor e controlam a ansiedade”, comenta a especialista em nutrição funcional Daniela Jobst. Por isso, vale, sim, carregar um tabletinho para adoçar a vida nos momentos mais estressantes. A melhor alternativa é o chocolate meio amargo, que contém menor concentração de gordura. Mas mesmo nessa versão, nada de exageros, ok? Essa não deve ser a sua única fonte de satisfação.

    Leia um bom livro

    Algumas vezes, tudo o que precisamos para relaxar é desviar o foco de uma determinada situação ou problema. Isso se aplica, principalmente, para aqueles dias em que ficamos remoendo o que nos aborreceu por horas a fio, sem encontrar nenhuma saída adequada. Uma sugestão é escolher um bom livro, do gênero de sua preferência, e viver outra realidade por alguns minutos.

    Pode ser uma trama engraçada, romântica, intrigante, qualquer coisa que atraia sua atenção… É que quando lemos um livro, sentimos um pouco das vivências do personagem. Rimos, choramos, refletimos, sonhamos com ele. E essa distração pode ser a chave do relaxamento. “A leitura nos propicia um intervalo, uma trégua entre nós e os conflitos que nos perturbam. Muitas vezes, esse respiro é suficiente para nos trazer outra perspectiva”, pondera Elza Rodrigues.

     
  • jojomaravilha 1:24 pm em March 31, 2010 Link Permanente | Resposta  

    Por que bebês não falam como adultos? 

    Crianças passam do “gugu-dadá” para o domínio da linguagem seguindo um passo de cada vez; estudos recentes levam alguns pesquisadores a considerar que o desenvolvimento mental mais adiantado tem pouca influência no cumprimento desses estágios essenciais

    O cenário: um berçário. Um bebê fala diretamente para a câmera: “Olhe para isso. Eu sou um homem livre. Posso ir aonde quiser agora”. Ele descreve suas últimas atividades no mercado de ações e é interrompido pelo telefone que toca. “Que horror! Espere um minuto.” Ele atende. “Ei, garota, posso te ligar depois?” Esse comercial de pouco mais de um minuto da E*Trade, veiculado em vários países (e disponível no YouTube), é apenas um exemplo de algo que atores e diretores de cinema sabem há anos: é curioso e inusitado ver um bebê falando como adulto. Mas, afinal, por que crianças pequenas não conseguem se expressar de forma articulada? Tentando responder a essa pergunta, pesquisadores estão descobrindo pistas sobre o desenvolvimento do cérebro e sobre o misterioso processo de aprendizagem de uma língua. Trabalhos recentes apoiam a ideia de que a forma como as crianças aprendem – com passinhos de bebê – é sempre a mesma, não importa com qual idade comecem a aprender um idioma. Em outras palavras, alguns especialistas defendem que o nível de desenvolvimento mental do bebê tem muito pouca relação com o fato de conseguir ou não falar frases completas.

    Muitos acreditam que crianças aprendem a falar copiando o que escutam. Ou seja, bebês ouvem as palavras ditas pelos adultos, percebem a situação em que são usadas e imitam. O behaviorismo, a abordagem científica que dominou o estudo americano sobre cognição na primeira metade do século XX, usava exatamente esse argumento. Essa teoria do “papagaio”, entretanto, não consegue explicar por que bebês não são tão fluentes quanto os adultos. Afinal, quando foi a última vez que você ouviu um adulto se expressar com frases formadas por uma única palavra (“mamá”, “papá”) e usar frases curtas, como “mãe abre caixa”? É claro que é muito fácil mostrar que a teoria da imitação para aquisição da língua não pode esclarecer esses estranhos padrões na fala infantil. Na verdade, explicar o mundo com frases de uma palavra é muito mais difícil.

    Ao longo dos últimos 50 anos, os cientistas chegaram a duas possibilidades razoáveis. Primeiro, a “hipótese do desenvolvimento mental” diz que uma criança de 1 ano fala dessa maneira porque seu cérebro imaturo não consegue lidar com discursos adultos. As crianças não aprendem a andar até que seu corpo esteja pronto; da mesma maneira, não falam com sentenças múltiplas ou usam sufixos e palavras que expressem funções ou situações complexas (“Mamãe abriu as caixas”) antes que seu cérebro seja capaz de lidar com isso. A segunda teoria, a “hipótese dos estágios da linguagem”, postula que o progresso crescente dos passos na fala das crianças é um processo necessário para o desenvolvimento. Um jogador de basquete não consegue encestar perfeitamente a bola antes de conseguir pular e lançar a bola, e as crianças, de maneira semelhante, aprendem primeiro a somar, depois a multiplicar – nunca na ordem inversa.

    No aprendizado da língua, existem evidências de que tais movimentos são necessários para a fluência. Em 1997, por exemplo, um artigo de revisão escrito pelas cientistas cognitivas Elizabeth Bates, da Universidade da Califórnia, San Diego, e Judith C. Goodman, da Universidade Missouri-Columbia, revelou que estudos com crianças pequenas mostravam de forma consistente que elas não começavam a falar usando sentenças com duas frases até que tivessem aprendido certo número de palavras. Segundo as pesquisadoras, enquanto as crianças não cruzam esse limiar linguístico, o processo de combinação de palavras não começa.

    A diferença entre as teorias pode ser resumida da seguinte forma: segundo a hipótese do desenvolvimento mental, os padrões de aprendizado de linguagem deveriam depender do nível intelectual da criança na fase em que começa a aprender uma língua. Segundo a hipótese dos estágios de linguagem, entretanto, os padrões de apreensão do conhecimento não dependem da capacidade mental. Porém, Porém, é difícil testar essa hipótese experimentalmente porque a maioria das crianças aprende a falar por volta da mesma idade – em estágios similares de desenvolvimento cognitivo.

    Em 2007, os pesquisadores da Universidade Harvard criaram uma maneira engenhosa de contornar o problema. Mais de 20 mil crianças adotadas entram nos Estados Unidos todos os anos. Muitas delas não são mais expostas à língua nativa depois da chegada e precisam aprender o inglês mais ou menos da mesma maneira que os bebês – isto é, ouvindo e por tentativa e erro. Os adotados de outros países (que em geral não têm a primeira língua bem desenvolvida) não assistem a aulas nem usam dicionário quando estão aprendendo sua nova língua. Esses fatores fazem com que apresentem as condições ideais para que sejam testadas duas hipóteses sobre como aprendemos uma língua.

    Os neurocientistas Jesse Snedeker, Joy Geren e Clarissa L. Shafto estudaram o desenvolvimento da linguagem de 27 crianças chinesas, com idade entre 1 e 5 anos, recebidas por famílias americanas. Obviamente, as crianças começaram a aprender inglês mais tarde do que uma criança americana nativa e, logo, tinham cérebro mais maduro para realizar a tarefa. Mesmo assim, como os nascidos nos Estados Unidos, as primeiras frases em inglês dos pequenos voluntários consistiam em palavras únicas com ampla privação de palavras de função, sufixos e verbos. Curiosamente, elas passaram pelos mesmos estágios delinguagem que as crianças americanas nativas, embora de forma mais rápida. Adotados e nativos começaram a combinar palavras em sentenças quando seus vocabulários atingiram o mesmo tamanho, sugerindo que não importa a idade ou a maturidade do cérebro – mas sim o número de palavras que conhecemos.

    A descoberta de que ter um cérebro mais maduro não ajudou os adotados a evitar o estágio inicial de aquisição da linguagem sugere que a fala de crianças pequenas não se instala porque elas têm um “cérebro de bebê”, mas apenas porque elas acabaram de começar o aprendizado e precisam de tempo para adquirir vocabulário suficiente para conseguir expandir suas conversações. Muito antes, o estágio da “palavra única” cria os meios para a fase de dois vocábulos. Aprender a dialogar como um adulto, portanto, é um processo gradual – não há como saltar etapas.

    Mas essa resposta potencial também levanta uma questão mais difícil e mais antiga: por que imigrantes adultos que aprendem uma segunda língua raramente atingem a mesma proficiência em linguagem que as crianças criadas por nativos? Os pesquisadores suspeitam, há muito tempo, da existência de um período crítico para o desenvolvimento da linguagem, após o qual é pouco provável que se consiga fluência total. Entretanto, estamos longe de entender esse período crítico. Ainda não se sabe exatamente quando na vida de uma criança ele ocorre ou por que ele acaba – e alguns especialistas questionam até mesmo sua existência.

    Paradoxalmente, embora Snedeker, Geren e Shafto possam explicar por que não existem bebês falantes – uma perspectiva tão absurda que nos faz rir em comerciais e filmes –, ainda precisamos explicar como esses pequenos se tornam adultos eloquentes.

    Fonte: Viver Mente

     
    • angelo jose da silva 9:23 pm em fevereiro 14, 2011 Link Permanente | Resposta

      A foto acima está sendo usada no orkut, sob o nome de LARISSA DA CRUZ

  • jojomaravilha 11:50 am em February 26, 2010 Link Permanente | Resposta  

    Amigos Imaginários part. 2 

    [continuação]
    Os parceiros inventados cumprem função semelhante quando servem de conselheiros morais. Quando estão na pré-escola, as crianças ainda precisam de um interlocutor externo para se certificar de que estão agindo de forma correta. Nesse caso, um amigo imaginário pode ocupar essa brecha. Geralmente, eles surgem em períodos em que seus criadores realizam grandes saltos de desenvolvimento cognitivo e oferecem às crianças a possibilidade de expressar sentimentos e impulsos.

    Geralmente amigos imaginários tomam forma a partir do terceiro ano de vida, quando já é possível diferenciar entre o eu e o outro. Em 1988, o psicólogo Paul Harris, da Escola de Medicina de Harvard em Boston, acompanhou 221 crianças com o objetivo de detectar quão bem podiam separar a fantasia da realidade. Por volta dos 3 anos não havia mais confusões entre pessoas reais e inventadas, fossem seres imaginados por elas mesmas ou figuras de contos de fadas, histórias ou filmes.

    A fantasia e a criatividade se modificam no decorrer do desenvolvimento. Crianças em idade pré-escolar frequentemente mostram aptidão para o chamado jogo ilusório ou ficcional, no qual partindo de poucos traços um objeto ou um personagem são construídos. Assim, uma fileira de cadeiras se transforma, por exemplo, em um “trem” num piscar de olhos. Na idade escolar a criatividade aumenta e, na adolescência, alguns jovens começam a escrever diários, uma forma muito particular de vivenciar a própria criatividade e imaginação. Para atingir esse estágio é necessário primeiramente uma compreensão madura da intimidade: crianças ainda não diferenciam entre informações “privadas” e “públicas”. Somente por volta dos 10 anos é possível compreender o que significa privacidade. Dessa fase em diante as informações sobre a própria pessoa ou sobre outros podem ser conscientemente mantidas em segredo ou manipuladas. Cerca de 40% das meninas confiam seus pensamentos pessoais a um diário (no caso dos meninos da mesma idade, esse índice é claramente mais baixo).

    Com o aumento da idade, altera-se não apenas a percepção de si mesmo e das importantes pessoas de referência, mas também dos companheiros imaginários. Crianças de 4 a 6 anos, por exemplo, caracterizam muitas vezes a si mesmas e a outros por meio de atividades ou traços externos: “sou loiro”, “brinco com carrinhos”. Somente na adolescência usam aspectos da personalidade para se descreverem: “sou tímida” ou “sou generosa”. Esse conhecimento sobre a própria pessoa surge somente por meio das relações com outros, que se tornam cada vez mais significativas com o passar dos anos.
    Não apenas as amizades reais, mas os companheiros imaginários também se modificam com o tempo, como demonstrou uma avaliação de vários estudos de longo prazo realizada por mim em 2008. No período pré-escolar são características as relações embasadas em uma interação física momentânea: “Somos amigas porque nós duas gostamos de brincar de boneca!”. Por volta dos 7 ou 8 anos os parceiros recebem e oferecerem ajuda – nessa fase a amizade orienta-se principalmente por vantagens próprias. Mas as crianças já atentam para um relativo equilíbrio de poder: “Eu te empresto minha bicicleta se você me deixar brincar com a sua bola”. Esses relacionamentos são mantidos também com os amigos imaginários.

    No início da adolescência, por volta dos 12 anos, a troca emocional com o amigo ou amiga torna-se importante, os companheiros conversam essencialmente sobre problemas. A quebra da confiança é, nesse estágio, o motivo mais frequente para o término da amizade: jovens esperam que um bom companheiro lhes faça confidências e que saiba ouvir e guardar segredos. As meninas valorizam a confiança mútua nas amizades mais do que os meninos e tendem a contar suas experiências íntimas umas às outras.

    Essas modificações resultam em uma exclusividade crescente das relações: enquanto crianças mais novas ainda brincam com qualquer um, sem selecionar, o círculo de amizades torna-se posteriormente cada vez mais restrito a poucos com visões de mundo semelhantes e com estes é possível estabelecer trocas mais afetivas. O aumento da necessidade de adolescentes de uma “alma irmã” explica por que nessa faixa etária quase sempre jovens solitários criam companheiros imaginários: para se consolar e não se sentir tão sozinhos.

    Em minhas análises de entrevistas com centenas de adolescentes ficou claro que os amigos imaginários frequentemente surgem nos diários dos jovens. Os autores têm longos diálogos com seus parceiros invisíveis: os chamam pelo nome, contam fatos vividos em detalhes (“obviamente, você não poderia saber…”, “esqueci de contar…”) e ao fim da conversa sempre se despedem deles. Em nossa amostra, isso ocorreu em um terço dos diários de meninos e em até 60% das meninas. Os jovens refletiam muito sobre o relacionamento com seus companheiros imaginários e depois anotavam as reflexões em forma perguntas ou comentários. Muitas vezes, eles também convidavam o interlocutor a assumir, criticar ou julgar seu próprio ponto de vista.
    Nesses casos, tinham evidentemente uma ideia muito exata de seus amigos inventados. Curiosamente, os jovens de ambos os sexos escolhem amigas imaginárias com mais frequência – 75% dos meninos e 61% das meninas – e inventam uma pessoa que se assemelhe a eles em traços essenciais. Rapazes muitas vezes criam uma cópia feminina perfeita de si mesmos, que se assemelha a eles não apenas em idade e aparência, mas também em personalidade. As meninas, por sua vez, criam ocasionalmente parceiras que se diferenciam delas em características importantes.

    Com o aumento da idade, traços centrais da personalidade do amigo se modificam – assim como os do próprio autor –, às vezes ele recebe até um novo nome. Aqui, um exemplo de Tina, de 18 anos: “Durante um tempo, eu a chamei de ‘Cordula’. Agora ainda escrevo para ela, só que não mais de forma tão personificada – quase sempre sem um nome, mas ainda me refiro a ela”.

    No decorrer da adolescência, os parceiros invisíveis parecem se tornar menos nítidos, adolescentes mais velhos quase não os mencionam. Aliás, entrevistamos escritores de diário mais uma vez alguns anos mais tarde e contatamos que realmente pouquíssimos conseguiram lembrar-se de seus amigos imaginários! Se o acompanhante imaginário cumpriu sua função, ele aparentemente não só é deixado de lado, mas também esquecido – um sinal de que as crianças conseguiram dar mais um passo em seu desenvolvimento de forma criativa.

     Uma Menina Adorável

     

     Em uma análise de diários de adolescentes publicada em 2000, percebi que o amigo inventado quase sempre tem um nome, é de um sexo determinado e tem aparência bem definida e traços de personalidade específicos que a criança ou o jovem pode modificar no decorrer do tempo. Nos diários encontram-se algumas descrições muito detalhadas desses personagens virtuais. Segue um trecho das anotações pessoais de uma menina de 15 anos:

    “Kathrin é uma menina adorável que se move de forma encantadora. Ela é muito bonita quando está feliz. Ela tem os olhos castanho-escuros mais inacreditáveis que já vi em minha vida, muito expressivos – às vezes, como estrelas, depois, como o mar Morto, tão profunda, quieta e triste. Mas isso é apenas o que uma amiga pode ver na aparência. Através de seus olhos eu consigo olhar exatamente dentro dela, mas mesmo assim sei muito pouco sobre sua verdadeira vida interior. Por exemplo, não sei como é realmente a sua relação com Deus – portanto, eu poderia me enganar. O que mais a Kathrin é? Inteligente, decidida, apaixonada, solícita, às vezes um pouco difícil de entender, às vezes ela realmente é como uma mãe para todos, mas ela é assim e sem isso ela não seria a Kathrin. Então, há épocas em que eu tenho impressão de que ela realmente faz tudo perfeito, e fico feliz quando acho um defeito. Além disso, ela é muito calada e precisa de muito tempo para confiar em alguém. Ela parece combinar muitas coisas com Deus, a quem ela aparentemente é muito ligada”.

    Autor: Inge Seiffge-Krenke é psicóloga; dirige o Departamento de Psicologia do Desenvolvimento do Instituto Psicológico da Universidade de Mainz na Alemanha. 

     
c
escrever novo post
j
post seguinte/ comentário seguinte
k
post anterior/comentário anterior
r
Resposta
e
Editar
o
mostrar/esconder comentários
t
voltar ao topo
l
vá para login
h
mostrar/ocultar ajuda
shift + esc
Cancelar
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.